Não sei o que a vida espera de mim
Mas o que espero é tanto
Que talvez, muitas vezes, ela se entristeça
Por não poder me atender
Eu me revolto contra ela e
Ainda assim ela continua a se dar
Em desespero, às vezes, atento contra mim
Mas ela se faz presente
E em minhas veias continua a fluir
A vida me ama tanto
E sempre me esqueço
Ela pede a todo instante por mim
E nem sempre atendo
Por mais das vezes, ela clama
Por ser acreditada
Mas meus olhos cegos
Trazem a nós sofrimento
Ainda assim ela se faz forte
E me dá provas, a todo momento
De como querida sou
A cada vez que algo me toca no profundo
Me mostrando seu valor
Quando ela dá uma virada e me faz crer
Que tudo é possível
Que tudo pode mudar
E assim sigo junto a ela
No conforto e desespero de sua companhia.
19.7.06
Hoje andando pela cidade
Me esquecido havia
Das lembranças que a habitam
É porque esta noite me faz romântica
E a bebida me torna poética
Que nem me importo com o que é impróprio
Pois nesta hora tudo se cabe.
O passado é apenas uma palavra
Sem peso ou significado
Porque aqui neste bar
Sou a noite
Sou o sonho que sonha mais do que pode
Mas que ainda assim se faz possível
E chega até a parecer real
Porque dentro de si
há um canto de verdade
E este pouco me basta
Para eu ser este todo que me habita
ainda que múltiplo e facetado
Pois agora é só oque existe
Isto que nem se explica
E nem mesmo se pretende
Apenas existe.
Me esquecido havia
Das lembranças que a habitam
É porque esta noite me faz romântica
E a bebida me torna poética
Que nem me importo com o que é impróprio
Pois nesta hora tudo se cabe.
O passado é apenas uma palavra
Sem peso ou significado
Porque aqui neste bar
Sou a noite
Sou o sonho que sonha mais do que pode
Mas que ainda assim se faz possível
E chega até a parecer real
Porque dentro de si
há um canto de verdade
E este pouco me basta
Para eu ser este todo que me habita
ainda que múltiplo e facetado
Pois agora é só oque existe
Isto que nem se explica
E nem mesmo se pretende
Apenas existe.
Assinar:
Postagens (Atom)